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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Começa hoje o II Encontro de Tradução em Pernambuco - Recife

Começa hoje e vai até o dia 05/10 o II Encontro de Tradução em Pernambuco. O evento traz uma vasta programação e com uma novidade, nesta 2ª Edição será discutida a Língua Brasileira de Sinais. 
Realizarei uma palestra no dia 05/10/2012, com o título "Língua Brasileira de Sinais e a formação do professor bilíngue".

Local: Escola Técnica Almirante Soares Dutra - Recife/PE

Programação Completa:


MANHÃ
Rodrigo Farias de Araújo – Idealizador do Evento e Coordenador Geral.

ABERTURA DO EVENTO


Dia 03/10/2012  - Quarta-feira
Solenidade de Abertura
Ms. Andreza Nóbrega – Áudio-descritora pelo Centro de Estudos Inclusivos CEI/UFPE; Mestre em Educação pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE
Tema: No ritmo da inclusão: dança e áudio-descrição. (9 horas)
Dr. Alexandre Furtado – Professor Língua e Literatura Inglesa (UPE), (UNICAP) e (FAFIRE)
Tema: Do ofício à profissão: os caminhos da tradução atualmente. (10:00 horas)
Márcio Cabral – Tradutor Público e Intérprete Comercial (JUCEPE) & Guia de Turismo
Tema: Importância e Atuação do Guia de Turismo (visão pós copa) (11:00 horas)
TARDE
Ms. Liliana Tavares – Áudio-descritora formada pelo CEI / UFPE, Mestre em Educação pela Universidade Federal de Pernambuco
Tema: Work in Progress: Acessibilidade Comunicacional na Ópera a Flauta Mágica. (14:00 horas);
Milton Carvalho: formado em Publicidade e Propaganda Pela Universidade Católica de pernambuco e consultor em audiodescrição.(14:00 horas)
Ms. Julia Larré – Professora Língua Inglesa (UFPE), Poeta & Escritora
Tema: Tradução Poético-Colaborativa. (15:00 horas)
Ana Rosa Aroucha – Assistente Social (UFPE), Braillista formada pelo MEC & militante no segmento das pessoas com deficiência
Tema: Importância do Braille e da adaptação de material para o aluno com deficiência visual.(16:00 horas)

Dia 04/10/2012 - Quinta-feira
MANHÃ
Túlio Miranda – Bacharelando em História (UFPE). Professor e Tradutor nos pares Inglês<>Português (BR).
Tema: Chinês como língua do futuro? (9:00 horas)
Wander Amorim – Bacharelando em Ciências Políticas com ênfase em Relações Internacionais (UFPE), pesquisador em linguística (português, inglês, espanhol, francês, chinês, japonês e galego) e tradutor nos pares Inglês<>Português (BR).
Tema: Tradução: Esclarecendo Conceitos (10:00 horas)
Dr. Jan Mulder – Diretor Poliglota Brasil Traduções
Tema: Interpretação por telefone (11:00 horas)
TARDE
Aleksándros El Áurens Meira de Souza – taquígrafo do TRF da 5a Região há mais de 15 anos, professor universitário, professor de português, revisor de textos e membro de corpo editorial de revistas acadêmicas internacionais, sócio da OGMIOS – Assessoria em Serviços Linguísticos
Tema: Taquigrafia: a arte de se escrever tão rápido quanto se fala (14:00  horas)
Sávio Bezerra – Intérprete de Conferência, Tradutor e Professor de espanhol
Tema: Intérprete nasce ou se faz? Desafios e habilidades (Com exercícios práticos) (15:00 horas)
Otto Mendonça – Tradutor Público e Intérprete Comercial (JUCEPAR), Intérprete de Conferência e Sócio da Habla Tradutores.
Tema: Parapsiquismo e Tradução: uma relação conhecida? (16:00 horas)
Rodrigo Farias – Fundador Grupo TIBRA – Tradutores e Intérpretes do Brasil – e idealizador do “Encontro de Tradução em Pernambuco”.
Tema: Associação dos Tradutores e Intérpretes de Pernambuco. (17:00 horas)
Dia 05/10/2012 - Sexta-feira
MANHÃ
Mariana Hora – Assistente Social (UFPE) & Diretora Regional FENEIS-PE
Tema: Ética do tradutor-intérprete de Libras. (9:00 horas)
Ms. João Paulo Oliveira – Mestre em Ciência da Computação (UFPE) e Diretor da Proativa Tecnologia
Tema: ProDeaf: Uma plataforma colaborativa de apoio à geração de conteúdo de língua de sinais. (10:00 horas)
Débora Pereira e William Henrique – Intérprete de Libras e Instrutor de Libras
Tema: Oficina de Libras (Língua Brasileira de Sinais). (11:00 horas)
TARDE
Ms. Ernani Ribeiro – Diretor-Acadêmico da Visibilidade Consultoria, Áudio-descritor e Pesquisador
Tema: Breve história dos intérpretes de Libras. (14:00 horas)
Anderson Correia – Fundador e Sócio-Diretor da Visibilidade Consultoria, Intérprete de Libras
Tema: Subjetividade do intérprete de Libras enquanto usuário de duas línguas. (15:00 horas)
Dulcilene Saraiva Reis – Pedagoga (UNIR); Mestranda em Educação pela Universidade Federal de Rondônia; Professora Bilíngue Libras – Português
Tema: A Língua Brasileira de Sinais e a formação do professor bilíngue. (16:00 horas)
Cristiano Monteiro – Professor do Curso Técnico Tradução-Interpretação em LIBRAS (ETEASD)
Tema: Oficina de Escrita de Sinais (SignWriting). (17:00  horas)
Ingresso
Entrada Franca.
Sorteio de muitos brindes!

Sorteio 2 exemplares do livro “Libras que língua é essa“?;
Sorteio de um exemplar do livro “Escrita de Sinais sem mistérios“;
Sorteio de 10 livros em inglês;
Sorteio de 2 exemplares do livro “Absurdo ou lógica? Os surdos e sua produção linguística”;
Sorteio de 5 exemplares do Livro “Surdez e Libras“;
Sorteio de 5 exemplares do Livro “Dizer o ‘mesmo’ aos outros: ensaios sobre tradução“;
Sorteio de um exemplar do Especial Tradução & Linguagem da Língua Portuguesa;
Sorteio de 5 dicionários Espanhol<>Português, do Instituto Cervantes Recife;
Sorteio 10 bolsas e pastas;
Sorteio de uma bolsa integral na 8ª Oficina de Interpretação Simultânea (Sávio Bezerra);
Sorteio de uma bolsa integral para curso de inglês específico (INGLÊS PARA ÁREA JURÍDICA / INGLÊS PARA AVIAÇÃO / INGLÊS PARA A ÁREA MÉDICA – o vencedor escolherá uma das 3 opções).


Minha querida Porto Velho aos meus olhos - 98 anos, parabéns!


Moro nesta terra linda desde que nasci. Sou portovelhense, beradeira, nascido na beira do Rio Madeira. Aqui moram pessoas de todos os lugares do Brasil, cidade acolhedora, povo lindo, cultura fascinante. Não quero mostrar minha Porto Velho com seus problemas, afinal, qual cidade que não os tem?. Quero mostrar minha cidade como eu vejo e como quero que seja vista por todo mundo. Temos riquezas maravilhosas, vivemos num lugar abençoado por Deus. Se aqui tem índio, cobra, jacaré, mato? Tem sim senhor e damos graças à Deus por isso! Nossa paisagem é privilegiada! Temos problemas? Muitos, incontáveis, que nos provocam à reflexão. Mas, tenho muito orgulho de ser daqui, no Norte do Brasil, de Rondônia e da linda capital Porto Velho. Quem disse que 'quem bebe a água do Madeira não quer mais ir embora'' foi muito feliz, pois é isso mesmo. Parabéns querida Porto Velho!



Casa de Cultura Ivan Marrocos

Palácio do Governo

Rio Preto



Teatro Banzeiros


Catedral 

Comunidade Surda de Porto Velho

Teatro de Arena - EFMM




Açaí com Tapioca





Teatro de Rua

Maria Fumaça



Por-do-Sol no Rio Madeira

Pier da EFMM

Mercado Cultural

Porto do Cai N'Água

Arraial Flor do Maracujá

Praça das Três Caixas D'Água


Balneário Rio Preto


Bandeira de Rondônia

Biblioteca Francisco Meireles

Palácio Tancredo Neves - Prefeitura


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Discurso Azul - Universidade Federal de Rondônia

Discurso da Magnífica Reitora da Universidade Federal de Rondônia, Profª Maria Berenice Alho Tourinho, na abertura do evento Unir Azul, em comemoração ao Dia Nacional do Surdo.







FALAZUL

Senhoras  e  Senhores  sejam  bem-vindos  a  este  espaço   de 
convivência,  que  é  um  lugar  impregnado  da  história   desta 
universidade. Da nossa história.  Nossos avanços em pesquisas 
científicas e nas práticas sindicais, em grande parte, passaram 
necessariamente por aqui. Aos que nos prestigiam com a visita 
participativa,  nós,  da  Universidade  Federal  de  Rondônia, 
expressamos nossa felicidade em tê-los conosco. 

Hoje,  por  conta  deste  evento,  estamos  particularmente  azuis. 
Azuis como as setas convergentes do nosso emblema; azuis como 
o setembro que traz alento aos que vão à luta e anuncia a vinda 
das chuvas benfazejas; azuis como o desejo de entender e se fazer 
entender  pelo  outro,  elegendo  o  próprio  corpo  como   vaso 
comunicante;  azuis  como  a  mímica  que  significa  o  estar  no 
mundo e faz disso uma prece à vida; azuis como a liberdade que 
se busca no horizonte.

O azul turquesa é o escolhido pelo movimento para representar a 
comunidade surda em todo o mundo. Um azul nobre como a 
causa. E são nos setembros azuis que a comunidade anualmente 
reafirma os seus sinais. O corpo, complemento e extensão da fala, 
depõe o silêncio externo. As mãos, expressivas por excelência, 
provocam os demais membros sensoriais. Os sinais, brotando do 
corpo, fluentemente falam.

Mas nós estamos aqui é para celebrar e refletir juntos a efetivação 
do espaço sociocultural conquistado pelos surdos.  D. Pedro II 
tinha em mente esta efetivação quando criou o Instituto Nacional 
de Educação de Surdos (INES), nos anos oitenta do século XIX. 

O percurso não tem sido fácil. A linguagem dos sinais tem uma 
linha do tempo conflituosa e polêmica. Mas, importa saber é que, 
no presente, LIBRAS é uma língua reconhecidamente nacional, E 
tem sua universalidade garantida. A primeira vez que 
vimos Rebeca Nemmer traduzi e interpretar, 
com  singular  sensibilidade,  o  hino  nacional  brasileiro 
(http://www.youtube.com/watch?v=Fn2QyvzKRmA)  tivemos  a 
confirmação do que acabamos de afirmar acima. Nada poderia ser 
mais nacional que aquele ser iluminado expressando o seu amor 
ao país.

 Por tal motivo, causa-nos estranheza saber que “do ponto de vista 
da  educação  inclusiva,  o  MEC  não  acredita  que  a  condição 
sensorial  institua  uma  cultura.  As  pessoas  surdas  estão  na 
comunidade,  na  sociedade  e  compõe  a  cultura  brasileira.  Nós 
entendemos que não existe cultura surda e que esse é um princípio 
segregacionista. As pessoas não podem ser agrupadas nas escolas 
de  surdos  porque  são  surdas.  Elas  são  diversas.  Precisamos 
valorizar a diversidade humana” (Fonte: Revista Feneis sobre a 
reportagem CONAE, página 23, 3º parágrafo). 

Segregar, a nosso ver, é não ter, no corpo docente das escolas públicas, 
professores de  LIBRAS.   Valorizar  a  diversidade  humana,  no  nosso 
entendimento, é algo bem maior: é conviver com as diferenças e 
tentar  supera-las  considerando  as  particularidades   do  outro, 
valorizando e aceitando sua cultura.

Por  essas  e  outras  razões,  acreditamos  que  a  saída   é 
intensificarmos a discussão em torno do conceito de inclusão que, 
parece-nos,  ainda  não  está  posto  de  forma  clara  e  nem 
politicamente  correta.  Basta-nos  lembrar  de  que  os 
afrodescendentes  e  os  índios  já  estiveram  no  centro dessa 
discussão pelo viés das cotas de ingresso ao ensino superior. 

São  eventos  da  natureza  do  UNIR  AZUL que  oportunizam  o 
aprofundamento  de  um  tema  tão  sensível.  Aqui  ouviremos 
representantes  de  diferentes  seguimentos  da  sociedade:  a 
academia,  as  associações  dos  surdos  e  dos  tradutores  e  a 
comunidade de um modo geral. Nossa expectativa, neste sentido, 
é que avancemos a discussão numa atitude positiva e pautada na 
realidade prática. Claro que há lugar para os sonhos – sempre haverá –
 mas para os sonhos construídos coletivamente, que não 
tentem maquiar a realidade que nos cerca.

Caso  algum  de  vocês  nos  perguntasse  agora  se  estamos 
preparados para receber os alunos surdos na Universidade Federal 
de Rondônia, diríamos que não, mas que queremos estar. Sim. 
Queremos estar e contamos com a ajuda de todas as pessoas e 
instituições  envolvidas  nesta  busca  de  uma  inclusão natural  e 
necessária, que entendemos como uma incumbência conjunta.

E para terminarmos, reforçando as boas-vindas, afirmamos que 
estamos  azuis.  Azuis  como  o  bando  de  araras  que  cruza, 
diariamente, os céus deste câmpus, em sonoras revoadas, sem 
reclamar só para si o direito sobre a paisagem, repartindo com 
outros seres a vastidão celestial estampada neste azul sem fim. 
Bons ventos e bom evento para todos nós!   

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A inclusão dos alunos surdos em Porto Velho - ARTIGO


A INCLUSÃO DOS ALUNOS SURDOS EM PORTO VELHO: QUANDO INCLUIR AINDA É UTOPIA.


Dulcilene Saraiva Reis
E-mail: lene_reispvh@hotmail.com
Universidade Federal de Rondônia
Linha Temática: Inclusão


RESUMO


O presente artigo se propõe a apresentar alguns fatores que dificultam a inclusão dos alunos com Surdez no Município de Porto Velho. A abordagem metodológica utilizada é qualitativa, do tipo etnográfica. A pesquisa foi realizada em duas escolas públicas de Ensino Regular no Município de Porto Velho, no período de outubro a dezembro de 2011.  Este estudo fundamenta-se principalmente em SKLIAR (2010), FELTRIN (2007), DORZIAT (2009) e SÁ (2006). A inclusão dos alunos Surdos tem levantado alguns questionamentos, tais quais: Como está sendo executada a política de inclusão de surdos nas escolas no município de Porto Velho? Até que ponto está sendo levada em consideração a especificidade da educação de surdos? Como os professores estão sendo preparados para isso? Muitas são as queixas. De um lado, os alunos surdos, que se sentem obrigados a estudar junto com alunos ouvintes, com professores que não sabem se comunicar com eles e com um ensino descontextualizado da sua cultura. Do outro lado, os professores, que se sentem despreparados diante da imposição da lei e que não tiveram uma formação inicial adequada para atender surdos. Diante deste contexto, torna-se necessário investigar quais os fatores determinantes dessa problemática para buscar soluções exequíveis.


Palavras-Chave: Educação de Surdos – Formação Docente – Inclusão – Libras

Artigo apresentado no “I Seminário de Educação Especial: as mudanças no século XXI, Inclusão, Educação e Multiculturalismo”, realizado no município de Ji Paraná/RO, nos dias 16,17 e 18 de maio de 2012, pela Universidade Federal de Rondônia/Unir

Para ver o ARTIGO COMPLETO acesse: 

I Seminário Nacional de Educação de Surdos - Uberada/MG



O I Seminário Nacional de Educação de Surdos tem como objetivo ampliar os conhecimentos teóricos dos profissionais envolvidos no processo de inclusão educacional e social da pessoa surda, levando-os à reflexão, contribuindo, assim, com a melhoria da qualidade do ensino para surdos.

Educadores, profissionais e alunos dos cursos de Magistério, Letras, Pedagogia, Licenciaturas, Fonoaudiologia, Psicologia, Terapia Ocupacional, tradutores/intérpretes de Libras, surdos e interessados pelo tema.

Através do site: www.escoladulce.org.br/seminario
Taxa de Inscrição: R$40,00 – INTEIRA
R$20,00 - MEIA ENTRADA (meia entrada para estudantes e pessoas acima de 60 anos)

A cobrança de inscrição é de valor simbólico e será convertida a favor da Associação Dulce de Oliveira de Assistência aos Surdos de Uberaba. O valor cobrado na inscrição destina-se às despesas não previstas no Projeto Mosaico de Inclusão Social.