quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Livro: "FARINHA POUCA, MEU PIRÃO PRIMEIRO: À MESA COM OS RIBEIRINHOS”
No dia 22/12/2011 foi o lançamento do Livro "Farinha pouca, meu pirão primeiro: à mesa com os Ribeirinhos", de autoria da Profª Nair Gurgel do Amaral, Docente da Universidade Federal de Rondônia. O livro é o resultado de um trabalho desenvolvido pela Profª Nair Gurgel em 10 anos de pesquisa em três
comunidades ribeirinhas de Porto Velho, Estado de Rondônia, a saber: Comunidade de São Sebastião, Comunidade da
Vila de Teotônio e Bairro Triângulo. A propósito o Bairro Triângulo foi onde nasci, cresci e morei até os 19 anos e a Vila do Teotônio, lá na Cachoeira do Teotônio, foi o meu primeiro local de trabalho depois de formada em Pedagogia. Fui Supervisora na Escola Antônio Augusto Vasconcelos por 3 anos e de lá tenho as mais belas lembranças. Mas voltando ao livro, trazer ao conhecimento do "povo urbano" a cultura dos Ribeirinhos através deste livro foi a maneira mais singela de valorizar a diversidade cultural de nosso Estado. Parabéns à Profª Nair e aos demais pesquisadores por nos presentear, mais uma vez, com um belíssimo trabalho. E após nos deliciar com o livro, que tal um Açaí com farinha de Tapioca? Tem sobremesa melhor?
Abaixo compartilho parte do Discurso da Profª Nair Gurgel no dia do lançamento do livro. Achei interessante postar para entendermos melhor a proposta do livro.
A minha fala
constitui-se em um “pós-texto”. Uma reflexão a respeito do processo de
construção do livro e uma explicação aos leitores de seu conteúdo.
O PROPÓSITO: A
Cultura é a única riqueza que os tiranos não podem confiscar.
Este livro
representa e resgata um pouco do muito que devemos às populações ribeirinhas de
Porto Velho, esse povo que é a mistura do que temos de mais representativo em
nosso estado, quiçá do Brasil: o índio, o negro e o migrante de modo geral.
Há mais de dez anos,
realizamos pesquisas, levamos projetos de extensão, principalmente nas áreas de:
formação docente, formação de leitores, valorização da escrita e da cultura das
três comunidades ribeirinhas, a saber: Comunidade de São Sebastião, Comunidade
da Vila de Teotônio e Bairro Triângulo. Durante esse tempo, aprendemos muito
mais do ensinamos. Para nós, respeitar o diferente foi, antes de tudo,
valorizar a singularidade.
Por isso, abraçamos
o princípio proposto pelo antropólogo contemporâneo, o argentino, radicado no
México, Néstor Canclini em “Culturas Híbridas: como entrar e sair da
modernidade”. Com ele, entendemos “a atuação se diferencia ação”. Agir apenas
não basta quando se trata do respeito às minorias – é preciso atuar; estar
junto, fazendo com que eles se sintam integrados socialmente.
Nosso trabalho iniciou
com o encantamento ante as atividades desenvolvidas pelas crianças. Percebemos,
através de seus textos, que ali encontrava-se um sujeito que tinha uma imensa
vontade de compartilhar seu dia-a-dia, contando, de forma singular, seus
hábitos e costumes: as lendas, as festas, as pescarias, a culinária, os frutos
da floresta, o vocabulário. Por isso, o recheio deste livro é uma mistura de provérbios,
coletados nas pesquisas com a fala peculiar portovelhense, juntados aos peixes
mais consumidos e aos sabores mais apreciados.
O TÍTULO: Farinha
pouca meu pirão primeiro – à mesa com os ribeiros.
Como quase tudo
nesse livro, no título, misturamos a cultura popular com a erudita, ou seja, um
provérbio com uma paráfrase ao título do livro do sociólogo pernambucano
Gilberto Freyre, renomado internacionalmente, que publicou “À mesa com Gilberto
Freyre”, onde fala sobre os hábitos gastronômicos do Brasil, misturando
culinária e cultura. A escolha do provérbio deu-se pelo nível de ocorrência nas
pesquisas, somado a isso, a temática gastronômica que de alguma forma se
reveste e a presença significativa da farinha nas comunidades ribeirinhas.
Vários outros
provérbios, também nessa linha, apareceram, assim como os que falam de peixe,
de rio ou os que foram ouvidos pela primeira vez aqui em Rondônia como é o caso
da expressão “Mão de mucura assada”, usado para pessoa sovina ou o conhecido
“pão-duro” e “Terra de muro baixo”, entendida por nós como “lugar de fácil
acesso”, característica cosmopolita do Estado de Rondônia que recebe de forma
acolhedora a todos que para cá vem. É claro que podem existir outras leituras,
a depender do contexto, da intenção do usuário e do interlocutor a quem se
destina a mensagem.
Em nenhum momento,
portanto, nos preocupamos com as ideologias subjacentes aos provérbios, uma vez
que sabemos serem eles de origem popular e servirem a todas elas. Há os que
pregam o egoísmo, o autoritarismo, a ganância, a arrogância. (Quem come do
meu pirão, prova do meu cinturão). Porém há os que recomendam a paciência,
a tolerância, o perdão, a prudência (Peixe grande não nada na beira d’água).
Assim como há os que conduzem ao conformismo, à submissão (Peixe magro não
engrossa caldo). Outros apenas falam de gula, descontroles emocionais,
fugas etc. (Mais sujo que acari-bodó em poço de lama; Mais escondido que
cará-açu em loca de pedra; Mais liso do que bagre ensaboado)
O CONTEÚDO: Puxando
a brasa para a nossa sardinha.
Nosso trabalho se
estendeu além das margens do rio e buscou, na vida da população de Porto Velho,
como um todo, aqui nascidos ou chegados, o traço do hibridismo cultural, na mistura
dos sabores, cheiros, falares e cores. A receita do bolinho conhecido como
“Capitão”, aqui feita com sobras de peixe e farinha d’água, é oriunda das
senzalas – a escrava acrescentava às sobras recebidas, água e farinha para
engrossar e fazer uma espécie de pirão que era moldado em bolinhos para
alimentar as crianças. Da vizinha Bolívia, emprestamos a saltenha, de Portugal,
o famoso Bolo Moka. O quibe, tradicional comida árabe, originou o quibe de
peixe. Do Nordeste, o baião-de-dois, do Amazonas, Pará e outros estados do
Norte, o tacacá, a tapioca, o pé-de-moleque, a farinha d’água, o x-caboclinho,
o mingau de banana, o bolo podre. A diversidade cultural está tão presente em
nossa cultura que nem nos importamos mais com as escolhas vocabulares: se mungunzá
ou canjica, filhós ou bodó, din-din ou sacolé, cruzeta ou cabide, travessa ou
tiara, terçado ou facão etc.
Valorizamos nossos
temperos e condimentos como o colorau, feito de urucu, do qual Rondônia é o
maior produtor do Brasil, o cheiro-verde, a ardosa pimenta murupi, a pimenta de
cheiro, a chicória, o tucupi, o jambu. Eles deixam a comida “No doze” e sem
pitiú.
Destacamos os
peixes mais apreciados: o Acari-bodó, o Bico-de-pato, o Cará-açu, Mandi, Branquinha,
Sardinha, Pacu, Jaraqui, Tambaqui, Jatuarana, Tucunaré, Pirarucu e Dourado.
Mostramos que, na tarrafa, na malhadeira, no anzol ou no arpão, o peixe chega
ao jirau para ser tratado e ticado. Depois, os menores são vendidos em
“Enfiadas de peixe”, mas, se for “Mulher-ingrata”, não se come. A carne é muito
dura. Assim como não são bem vindos o candiru nem o boto. Este último, apreciado
só nas lendas, Mais conquistador que boto tucuxi em festa de beira de rio.
Notamos que para o
ribeirinho, uma caldeirada pode ser apenas um peixe tchibum, a carne
moída vira boi-ralado e o ovo frito, bife do olhão. Mas as frutas
... essas são macetas. Legal que só!, Oh! Tem ingá de metro, araçá-boi,
banana comprida, ouriço de castanha, cupuaçu, graviola, biribá, cacau, pupunha,
tucumã, abiu, azeitona, bacuri, jambo, açaí...
AS RECEITAS: Peixe
gostoso se conhece pelo caldo.
As receitas seguem,
em alguns momentos, o ritmo descontraído com as marcas da oralidade, presentes
nos textos das crianças. E em outros momentos, adquire o formato textual
exigido para o gênero, naquelas gentilmente cedidas pelas pessoas que marcaram
presença nas entrevistas citadas. Algumas dessas receitas, já na condição de
produto final, são oferecidas nas ruas, nas feiras, nos mercados, biroscas,
tabernas e restaurantes ou mesmo nos lares, sendo, portanto, bem conhecidas,
como é o caso da banana frita, da tapioca, do bom-bom de cupuaçu e castanha, do
mingau de banana e todas as outras.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Pastoril Profano em um verão de Axé - Temporada 2012!
Começa amanhã, dia 05/01/2012, a temporada 2012 do grupo de Teatro Pastoril Profano, da Companhia Paraibana de Comédia. Este ano o tema é: "Pastoril Profano em um verão de axé". Eu assisti o grupo por 2 anos e fiquei impressionada com tanto talento e profissionalismo. Não tem como vir para a Paraíba e não prestigiar o espetáculo. Em janeiro o grupo se apresentará no Teatro Paulo Pontes e em Fevereiro no Theatro Santa Roza. O Ingresso custa R$ 20,00 (inteira) e R$10,00(meia). As apresentações acontecem de quinta a domingo, às 20 horas. Vale à pena conferir. Rir ainda é o melhor remédio.
Fotos da temporada 2011!
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Unir abre Edital para Mestrado em Educação 2012
A Universidade Federal de Rondônia - UNIR abre Edital para o Processo Seletivo para ingresso no Mestrado em Educação 2012, no Campus de Porto Velho. Esta é a 3ª Turma a ser formada e serão 20 vagas divididas entre as duas Linhas de Pesquisa: Formação Docente e Política e Gestão Educacional. Para maiores informações acessem o link: http://www.unir.br/index.php?pag=noticias&id=5387&PHPSESSID=04e2693126647aeb39f72d7591c048d4
Não subestimem a capacidade de vocês, todos podem. Eu mesma antes de entrar achei que não iria conseguir, mas estou lá e este ano já termino. Valeu muito à pena. A dica é ler as referências bibliográficas sugeridas, fazer Fichamentos e fazer outras leituras relacionadas com a linha de pesquisa escolhida. A capacidade de sintetizar o que se leu através de uma boa dissertação ajudará muito na hora da prova escrita. Não cometam o mesmo erro que eu, pois levei quase 1 hora respondendo no rascunho a 1ª Questão. Ainda bem que percebi que se continuasse assim não iria conseguir concluir a prova. Façam esquemas com as ideias principais no rascunho. Na hora de passar à limpo a gente ganha tempo. A prova de Línguas (Inglês ou Espanhol) não reprova, mas ajuda na classificação, então, é preciso se sair bem. Poderá ser utilizado dicionário na hora da prova. O Projeto de Pesquisa já deve ser entregue na Inscrição. Então, não deixe para escrever na última hora. Um bom projeto é fundamental. Pense num tema que realmente tenha vontade de pesquisar, porque assim fica mais fácil fazer o projeto e na hora da entrevista é melhor defender algo em que você acredita. No mais, boa sorte, reserve um tempinho para as leituras, pois se tiver dificuldade com Filosofia (Marx, Hegel, Durkhein etc), como eu tinha, leia, mas leia muito, procure resenhas na internet, vídeos, tudo que facilite sua assimilação. Acreditar em você é a chave para seu sucesso.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Faça valer à pena!
Mais um ano indo, outro chegando e o desejo de que este novo ano seja muito melhor do que o velho ano. 2011 para mim valeu muito à pena porque consegui realizar alguns sonhos. Entrar no Mestrado foi um deles. Em apenas 1 ano no mestrado aprendi coisas que levarei para o resto da vida. Cresci muito e descobri que, por mais que a gente ache que sabe muita coisa, sempre temos muito mais para aprender. E é isso que nos move. Tem um comercial que achei bem interessante que fala mais ou menos assim: "não são as respostas que movem o mundo, mas sim as perguntas". É verdade. São as perguntas que nos movem. Outro sonho realizado foi meu envolvimento no Movimento Surdo. Este ano realmente arregacei as mangas e fui à luta. Conseguimos, entre outras coisas, estruturar nossa Associação (APPIS) e colaborar com a Associação dos Surdos de Porto Velho (ASPVH). Com isso, muita coisa já melhorou para os Surdos e os professores dos Surdos, mas ainda falta muita coisa para melhorar e 2012 será um ano decisivo para nossa causa. Não gosto de dar receitas, mas compartilhar algumas coisas que acredito. Uma dessas coisas é que devemos acreditar em nossa capacidade, Deus nos habilita para muitas coisas, precisamos apenas nos permitir ousar para ir em frente. Em 2012 ouse, abuse, siga seus sonhos. Feliz Ano Novo. Bem-Vindo 2012!
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
sábado, 24 de dezembro de 2011
Natal Abençoado a Todos! Viva Jesus!
Já é Natal, o ano passou tão rápido, tantas coisas aconteceram, mudanças ocorreram. Chegamos a mais um fim de ano, graças à Deus por esta graça. Natal é tempo de refletir, mas refletir o que? Bom, eu penso que devemos refletir principalmente sobre aquilo que não foi bom, aquilo que nos marcou, que nos inquietou e de certa forma, coisas que aconteceram e que não gostamos muito. Tenho uma certeza, tudo o que nos aconteceu teve um propósito. Nada é por acaso. Apesar de termos o livre arbítrio, de termos o poder de decidir que caminho seguir, tudo o que nos acontece é consequência de nossas ações. Gosto muito desta frase: "todo o bem que eu faço para os outros, Deus fará por mim." Esta será, com certeza, a lição que eu aprendi em 2011 e que levarei para 2012. Em 2011 eu errei, acertei, sofri, fiz sofrer, chorei, sorri, aprendi. Com os meus erros espero ter crescido. Aproveito para pedir perdão por uma palavra não dita, ou dita de forma equivocada, por uma ação inconsequente, por um ato impensado. Aprendi o conceito de humildade com meus pais. Eles me ensinaram a aceitar que não saber tudo é normal, que pedir ajuda não é feio e que dar é muito melhor do que receber. Aos meus queridos visitantes, amigos, alunos, familiares, desejo o melhor que Deus pode nos oferecer: uma vida abençoada! Viva Jesus!
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Educação de Surdos no NBlogs - Com Ronice Muller
Vídeo muito interessante sobre Educação de Surdos. Ronice Muller, Doutora em Linguística, explica de uma maneira bem simples a importância da Libras na vida do Surdo.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Pedagogo dar Aulas de Educação Física: será que pode?
Começo este artigo com um questionamento: pode o professor Pedagogo ministrar aulas de Educação Física? Considerando que na Matriz Curricular dos Cursos de Pedagogia não tem esta disciplina, o que tem é Recreação de Jogos e para bom entendedor, não é a mesma coisa. Considerando também que a Educação Física requer conhecimentos específicos do corpo humano (na Matriz Curricular tem a disciplina Anatomia, por exemplo), porque a atividade física mexe com todo o corpo, então, saber como o coração funciona, por exemplo, é uma necessidade. E considerando vários outros fatores, que a meu ver, são extremamente importantes para a formação do aluno, eu respondo a pergunta acima e não se assustem.
Conforme a Resolução CNE/CEB n.07 14/12/2010 a resposta é SIM. Isso mesmo, o professor habilitado em Pedagogia (Educação Infantil e Anos Iniciais) pode sim ministrar aulas de Educação Física.
Art. 31 Do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, os componentes
curriculares Educação Física e Arte poderão estar a cargo do professor
de referência da turma, aquele com o qual os alunos permanecem a maior
parte do período escolar, ou de professores licenciados nos respectivos
componentes.
Há um tempo atrás, os professores das Séries Iniciais (precisa lembrar que é nomenclatura da época?) davam aula de tudo: Português, Matemática, Inglês, Latin, Geografia e tudo o mais. Era necessário ter apenas o Magistério (Ensino Médio). Bom, veio a LDB 9394/96 e disse que "todos os professores devem ter o nível superior". Que bom, sinal de crescimento. Porém, o Poder Público ainda não dá conta de formar tanta gente. Mas isso é outra discussão.
O que considero estranho nesta Resolução é o fato de não considerar as especificidades da Educação Física. Como um professor irá ministrar aulas de Educação Física sem a formação adequada para tal? Vejo isto como um retrocesso. E o mais interessante é que esta Resolução diz que a partir do 6º Ano é obrigatório que a Educação Física seja oferecida por um profissional habilitado na área. Isso demonstra o descaso com as crianças da Educação Infantil e Fundamental I.
Trabalhei durante 4 anos em uma Escola de Educação Infantil (atualmente estou de licença para o Mestrado) e vi bem a diferença entre uma professora de Educação Física e a professora regente da sala. Não é uma questão de melhor ou pior, o fato é que a professora de Educação Física, que estudou para isso, que conhece as especificidades físicas e motoras de uma criança, conduz a aula de forma adequada. A professora regente irá trabalhar a Recreação, conforme estudou na graduação, de forma também adequada. Então, por que vem esta Resolução e muda tudo isso? Faltam professores? Falta formação? Falta o que? Não importa o que falta, a criança não pode pagar o preço pelo
descaso. E nem os professores. Este é o correto. Recreação não é
Educação Física.
Eu assinei a Petição em Defesa da Educação Física nas Escolas,
exigindo a mudança desta Resolução, completamente arbitrária. Se você também está inconformado com isso acesse o link e assine também. Se você ainda tem alguma dúvida, procure ler mais sobre o assunto, mas não deixe de refletir sobre isso. Nossa participação não pode ser a de meros espectadores, é preciso tomar partido.
Link da Petição Pública, acesse para ASSINAR:
Link da Resolução:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=7246&Itemid=segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
LIBRAS 1 - Parte 3
Vídeo produzido pelo INES - Instituto Nacional de Educação de Surdos.
Os 05 Parâmetros da Libras.
LIBRAS 1 - Parte 2
Vídeo produzido pelo INES - Instituto Nacional de Educação de Surdos.
Gramática e Classificadores
LIBRAS 1 - Contexto Histórico e Gramática
Vídeo produzido pelo INES - Instituto Nacional de Educação dos Surdos. Apresenta os aspectos da Libras: contexto histórico, Legislação Brasileira, o que é Libras, configuração de mão e gramática. Para quem quer começar a entender um pouquinho desta Língua maravilhosa.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Meu Pedacinho do Céu - Sala de Recursos
Costumo dizer que eu trabalho no "Pedacinho do Céu"! É verdade, trabalho sim! Já imaginou um emprego onde você se diverte, brinca, aprende, se emociona, cresce, se sente útil e amada o tempo todo? É assim o meu emprego.
Trabalho na Escola Estadual Tancredo Neves, em Porto Velho, no lindo Estado de Rondônia. Tenho que especificar Rondônia sim, pois tem gente que ainda confunde Rondônia com Roraima, rsrsrs.
Bom, desde 2010 trabalho na Sala de Recursos Multifuncionais, realizando Atendimento Educacional Especializado - AEE, a alunos com Necessidades Educacionais Especiais.
Bom, desde 2010 trabalho na Sala de Recursos Multifuncionais, realizando Atendimento Educacional Especializado - AEE, a alunos com Necessidades Educacionais Especiais.
Tenho 12 lindos e maravilhosos alunos, com as mais diversas deficiências. Minha Sala é linda, aconchegante, todo mundo quer ficar lá. Os outros alunos, curiosos, passam pela porta e perguntam: "Tia Lene, o que a senhora faz aí dentro?". Depois de uma rápida explicação, alguns falam assim: "Tia Lene, a senhora pode me atender também, sou tão ruim em Matemática!!!". Olha que fofo!
Meus alunos me surpreendem a cada dia. Todo dia tem um aprendizado novo, uma surpresa nova, mas o que mais me deixa feliz é ver o brilho nos olhinhos deles quando me veem chegar. Não tenho palavras para expressar o tanto que este trabalho me preenche, me enriquece, me fascina e me deixa completamente realizada. Meus alunos são a prova de que tudo neste mundo é possível. Imagine uma menina que não fala direito, tem dificuldades para se comunicar, apesar de ter 16 anos, a cabecinha ainda é de 3, tem limitação motora, com tudo isso, adora ir à escola, canta, dança, brinca, é feliz, carinhosa. O improvável se torna provável.
Ser professor é maravilhoso! Este trabalho é difícil sim, claro, porque, infelizmente, a nossa formação é precária. Não saímos da Universidade preparados para atender alunos especiais e a formação continuada é ineficiente, porque não atende a todos os professores. Como professora me sinto solitária muitas vezes, quando percebo que se eu não correr atrás de uma boa qualificação, quem vai perder sou eu, porque não é fácil ver um aluno na tua frente, com tantos comprometimentos e você não saber o que fazer com ele.
O responsável pela minha formação deveria ser o Poder Público, pois sou servidora pública. Todas as Leis apontam para isso. Mas não é isso que ocorre.
Desabafos à parte, com tudo isso, não deixo o "Meu Pedacinho do Céu" por nada, porque descobri que não sei mais fazer outra coisa. Nas férias abrirei uma página aqui no Blog só para as atividades que realizei com meus alunos, quem sabe ajuda outras pessoas, com algumas ideias bem bacanas.
Momentos Mágicos!!
Obs.: Todos os alunos tem autorização por escrito dos pais para a divulgação destas fotos. Só omitirei os nomes por opção minha. | Ela escolheu este livro e escolheu uma figura para desenhar. |
| Olha o capricho com que ela pinta! |
| Carinho é a palavra chave desta Sala. |
| Que coisa gostosa! Isso não tem preço! |
| O livro, cheio de passarinhos cor de rosa, a cor preferida dela, logo chamou sua atenção! |
| Olha a alegria dela quando lhe mostrei o livro "Passarinho Me-Ama" |
| Meus Super Herois! |
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Educação, Cultura e Diversidade na Amazônia - Mesa Redonda Semana Educa
Hoje pela manhã na Semana Educa Unir foi realizada a MESA REDONDA: EDUCAÇÃO, CULTURA E DIVERSIDADE NA AMAZÔNIA, com os Professores: Dr. Anselmo de Alencar Colares - UFOPA/PA, Dra. Nair F. Gurgel do Amaral - UNIR-PVH/RO e Dra. Maria do Socorro Pessoa - UNIR-VLH/RO. Tema bastante importante, os professores debateram sobre a diversidade cultural em seus diversos aspectos: linguístico, educacional, social, político e econômico. Um dos momentos marcantes para mim, em especial, foi a apresentação da Profª Nair Gurgel, pois a pesquisa de Pós-Doutorado dela foi realizada no Bairro Triângulo (lugar onde nasci e me criei), na Escola Franklin Roosevelt (lugar onde estudei da 1ª a 4ª série, nomenclatura da época) e na Escola Antônio Augusto Vasconcelos, localizada na Cachoeira do Teotônio (meu primeiro emprego como Supervisora). Eu já trabalhava no Teotônio na época da pesquisa e foi lá que conheci a Profª Nair. Falar das raízes da gente emociona. Parabéns à todos os professores pelo rico debate.
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