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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Leitura Sempre!

Que ler faz bem, todo mundo sabe. Mas oferecer um livro para quem ainda não sabe ler é melhor ainda. Uma das atividades que meus alunos adoram é a Hora do Conto. Na minha sala tem alguns livros que ficam disponíveis para os alunos. Mas vez ou outra eu pego alguns emprestados na Biblioteca da escola. É que toda semana meus alunos levam um livro para casa. Eu combino com os pais para explorarem com eles o livro, que eles peçam para o aluno ler (mesmo quem não sabe ler), e vice-versa, que os pais leiam os livros para eles. Os livros selecionados para isso são historinhas curtas, de preferência com muitas imagens. Para os alunos que sabem ler funciona assim: uma vez por mês eles levam um livro mais voltado para os jovens, propondo uma leitura mais apurada, crítica; nas outras 3 semanas os livros são mais ilustrados, com historinhas curtas. Isso tem dado muito resultado. A Hora do Conto é o momento em que eu vou para o tapete com eles e conto a história, tentando sempre usar e abusar de caras e bocas, dramatizando sempre que possível, instigando eles a irem junto comigo para dentro da história. Esta aqui, por exemplo, conta a história de um leão e com isso trabalhei o som dos animais, as cores, as classes dos animais, enfim, deu para explorar uma porção de coisas. Vale muito à pena este tipo de atividade, pois além de estarem aprendendo, os alunos criam um vínculo maior com a gente e isso é maravilhoso.






























quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Palestra "Formação Docente e Educação de Surdos" - Pimenta Bueno/RO

Aconteceu no dia 31 de agosto a Palestra "Formação Docente e Educação de Surdos", ministrada por mim no município de Pimenta Bueno - Rondônia. A palestra foi organizada pela Coordenadoria Regional de Educação/CRE-SEDUC daquele município. O tema foi Educação de Surdos, que teve como objetivo apresentar aos professores a importância de conhecer e respeitar a Cultura e a Identidade Surda. Agradeço aos organizadores pela acolhida generosa, a amiga Sara Rodrigues pela carinho e apoio e a todos os professores por terem  cedido generosamente o seu tempo para participar deste momento de formação. 



















I Festival de Danças Regionais do CENE - Porto Velho


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Qualificada para a Defesa

Amigos queridos, graças à Deus estou Qualificada para a Defesa do Mestrado. Se Deus permitir a Defesa será em Setembro próximo. Agora é hora de fazer os ajustes necessários para que tudo dê certo. Agradeço aos professores que participaram da Banca, contribuindo com valiosas sugestões: Minha orientadora, Profª Carmen Velanga, os Professores Nair Gurgel, Miguel Nenevé e Nídia Sá.









quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Banca de Qualfificação marcada!

Queridos amigos que acompanham este Blog, como sabem estou num momento ímpar na minha vida, ao chegar quase na reta final de longos 2 anos e meio e ver minha dissertação quase pronta é motivo de muita alegria para mim. Sei que estou meio sumida deste espaço que criei com tanto carinho, mas existem momentos em que é preciso e necessário priorizar. Informo que estou quase defendendo o mestrado e assim que eu defender, volto a escrever com mais tempo e, desta forma, socializar os saberes tão necessários para o crescimento pessoal e profissional de todos nós. Muito obrigada pela paciência. Beijos!


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Ato Político pelas Escolas Bilíngues para Surdos no PNE




A LUTA DA COMUNIDADE SURDA BRASILEIRA PELAS ESCOLAS BILÍNGUES PARA SURDOS NO PLANO NACIONAL DA EDUCAÇÃO - PNE 

A Comunidade Surda Brasileira, juntamente com outras entidades de pessoas com deficiência promoverá uma manifestação nos dias 07 e 14 de agosto, sendo o dia 07 nas capitais e dia 14 em Brasília, contra a alteração feita pelo Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o Senador Pimentel, no caput da meta 4 e nas estratégias 4.1, 4.3 e 4.6 dessa meta, inserida no Plano Nacional da Educação – PNE. 

O texto a ser votado excluiu as escolas bilíngues para surdos, modalidade educacional mais adequada para a educação de surdos, especialmente os que tem a Libras como primeira língua, ignorando o reconhecimento das leis brasileiras recentes que garantem este direito aos cidadãos surdos (Lei 10.436/2002; Decreto 5.626/2005; Decreto 6.949/2009 e Decreto 7.611/2011), reconhecimento legitimado pelas pesquisas científicas, pela experiência e depoimentos dos surdos e suas reivindicações na mobilização nacional. 

As leis e pesquisas que defendem as escolas bilíngues para surdos são frutos de árdua pesquisa, muito trabalho e ativismo, empreendidos ao longo do século passado e, antes dele, em prol dos direitos humanos fundamentais aos surdos e às pessoas com deficiência. Portanto, são conquistas de movimentos sociais com representações legitimamente constituídas e referendadas por representantes e representados. 

A Câmara de Deputados escutou e acolheu as demandas das manifestações de surdos pelo país entre 2011 e 2012, garantindo e ratificando, no texto que enviou ao Senado, o direito das pessoas surdas a escolas e classes bilíngues, onde língua de sinais e língua portuguesa escrita são línguas de instrução. bem como o direito às escolas inclusivas. 

Ao se posicionar deste modo, a Câmara de Deputados respeitou as leis e decretos citados. Os termos da proposta da Câmara, sobre o assunto em tela, foram também aprovados em dezembro, na Conferência Nacional das Pessoas com Deficiência. Lamentavelmente, alheia às conquistas sociais e às leis vigentes, a Comissão de Assuntos Econômicos – CAE do Senado retirou do texto os direitos dos surdos às escolas e classes bilíngues explicitadas no texto da Lei, aderindo a uma facção governista que impõe uma política de inclusão de forma autoritária, desconsiderando conquistas populares, direitos conquistados legalmente e as reivindicações de entidades representativas das pessoas surdas, dos deficientes auditivos e defensoras de outras pessoas com deficiência. 

O Movimento Surdo em favor da Educação e Cultura Surda é Nacional. Seus membros tem reagido contra o fechamento das escolas específicas bilíngues para surdos, desde 2004. Em 2011, o movimento protocolou uma carta-denúncia nos Ministérios Públicos Federais de todos os estados brasileiros, denunciando a situação da educação dos surdos no país. Até o momento não se teve resposta. 

A atual política do MEC oferece uma aprendizagem desatualizada, pois desconsidera a importância do vínculo afetivo do professor com o aluno e de seu papel de co-autor na construção do conhecimento por ele; tem priorizado o fechamento dessas escolas, optando por matricular os alunos surdos em escolas comuns, cujos professores, via de regra, se reconhecem despreparados para ensinar de forma contextualizada e bilíngue. Pesquisas recentes comprovam este despreparo desde a formação universitária do futuro professor, mesmo em universidades públicas com grande reconhecimento.

No atual modelo proposto pelo MEC, as crianças surdas são escolarizadas em salas comuns, junto com as crianças que ouvem e que falam o português. Neste coletivo, a necessidade da maioria ouvinte se impõe compreensivelmente ao professor – que está longe de ser uma máquina que a tudo e a todos deve dar conta.

Os conteúdos ou são interpretados para a Libras por intérpretes, muitas vezes, sem formação na área curricular de interpretação, ou são repassados pelo próprio professor, geralmente não-bilíngue, que tem uma tarefa humanamente impossível: ensinar com estratégias que alternam duas línguas. A presença do intérprete rompe o vínculo direto e fundamental que deve haver também entre professor e estudante surdo, em Libras.

O resultado tem sido uma drástica e violenta evasão escolar de alunos surdos. Dados do INEP revelam que entre 2005 e 2008 houve uma queda de 15.216 matrículas de alunos surdos na educação básica como um todo. Isso acontece num período em que há uma ênfase no modelo do MEC que gera evasão escolar, uma vez que a maioria dos alunos não consegue acompanhar adequadamente suas aulas, sem Libras.

Por que escolas bilíngues para surdos?

Em pesquisa realizada com 9.200 mil alunos surdos em todo o país, o pesquisador Fernando Capovilla, da Universidade de São Paulo, demonstrou que surdos aprendem mais e melhor nas escolas bilíngues, onde o ensino é franqueado em língua de sinais brasileira e o português escrito é ensinado como segunda língua. 

Os surdos adquirem a Libras de forma natural por meio da visão, assim como os ouvintes aprendem as línguas orais por meio da audição. A aquisição natural de uma língua leva os surdos a desenvolverem habilidades linguísticas, cognitivas, comunicativas e a terem um desenvolvimento psicológico global, percorrendo os mesmos estágios no mesmo tempo que seus pares ouvintes.

A recomendação das escolas e classes bilíngues têm amparo nas produções de pesquisadores que se organizaram, também internacionalmente, criando e se unindo aos esforços da Aliança Internacional da Pessoa com Deficiência (IDA); ampara-se na Declaração de Salamanca e nas orientações da Federação Mundial de Surdos, que foram consideradas pela ONU e pelo Brasil no ato de assinatura do governo, do Decreto 6.949/2009, que é a tradução da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com
Deficiência, ratificadasno Protocolo Facultativo, assinado em Nova York, em 30 de março de 2007. 

Que as leis sejam cumpridas e honradas, independente da filiação ideológica e teórica dos grupos de especialistas. Nesse contexto, há especialistas que querem decidir, de forma autoritária, o que é melhor para o surdo, na contramão dos direitos alcançados pelos próprios surdos e pelas pessoas com deficiência. Isso, nós surdos não aceitamos! Somos muitos, somos fortes, somos mais!

NADA SOBRE NÓS SEM NÓS!!




Texto elaborado por Patrícia Rezende - FENEIS

terça-feira, 23 de julho de 2013

Oficina de CLASSIFICADORES com Rimar Segala - Inscrições Abertas!


Amazônia Encena na Rua - 2013


Começa nesta terça-feira, 23 de julho, o Festival Amazônia Encena 2013, evento já tradicional em Porto Velho. O Festival vai até o dia 28 de julho e acontecerá na Praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Companhias de todo o Brasil participarão do festival. A programação é bem variada, com espetáculos teatrais, oficinas e ciclos de debates. Vale à penas prestigiar. 

Para ver a programação completa é só acessar o link:

Para curtir a página no Facebook acesso o link:


quinta-feira, 18 de julho de 2013

VII Congresso Brasileiro Multidisciplinar de Educação Especial - Londrina/PR

O VII Congresso Brasileiro Multidisciplinar de Educação Especial (CBMEE) terá como tema INCLUSÃO: TEORIA, PRÁTICA E PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO.

O evento é realizado juntamente com a ABPEE - Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial, por meio do VIII Encontro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial.

O VII CBMEE acontecerá nos dias 05, 06 e 07 de novembro de 2013, na cidade de Londrina - PR. Este congresso é organizado pela Universidade Estadual de Londrina - UEL.

A data limite para o envio de trabalhos será 05 de Setembro de 2013.

Programação Preliminar:
http://www.uel.br/eventos/congressomultidisciplinar/

terça-feira, 2 de julho de 2013

Curso Educação Digital: propostas para o uso das TIC's com elaboração de projetos


Livro "IMPLANTE COCLEAR: normalização e resistência surda"



É com muita alegria no coração que divulgo o lançamento do livro da querida guerreira azul Patrícia Rezende. O povo surdo está em festa, mas uma conquista. Avante Povo Surdo!
Sinopse do Livro
Implante coclear: normalização e resistência surda é um livro que não deixará os leitores indiferentes às formas de condução das famílias de crianças surdas para o implante coclear. Não só pelas discussões sobre a diferença surda e sobre a produção da (a)normalidade forjada historicamente no jogo discursivo que circunscreve a surdez, os sujeitos surdos e o direito à diferença, mas, também, pelo posicionamento firme de sua autora. Patrícia Rezende traz neste livro a tensão entre surdez como deficiência e surdez como marca visual de uma diferença. É inegável, se estivermos amparados em discursos médicos, que a surdez é uma deficiência. Todavia, é inegável, se estivermos amparados em discursos antropológicos e sociais, que a surdez é uma marca no corpo que informa e permite a construção de uma diferença cultural. Não se trata de fazer escolha por uma ou outra situação, mas se trata de uma luta pelo direito de dar oportunidade aos indivíduos com surdez de se identificarem com pares surdos. Possibilitar desde o mais cedo possível a aproximação de crianças e jovens surdos de outros surdos é condição mínima de educar para que no futuro, estas pessoas possam escolher como desejam viver ou que forma de vida querem levar. Portanto, não se trata de negar a surdez, nem tampouco de negar o papel da medicina ou dos avanços tecnológicos do presente que são capazes de facilitarem e darem qualidade à vida humana, também não se trata de fomentar inconsequentemente a contrariedade surda aos processos de normalização. Trata-se de repensar o ímpeto e o direito, mesmo que seja familiar sobre o filho, de decidir pelo outro a forma e a condição de vida que este terá. Assim, este livro forte, polêmico e que mescla história de vida, de luta, de curiosidade e compromisso acadêmico não é uma construção que pode ser classificada como de oposição às práticas que produzem o implante coclear. Ele é, conforme expressão da autora, o esparzir das vozes de seu povo.

Outubro de 2012.

Maura Corcini Lopes


Sobre a Autora:

Patrícia Luiza Ferreira Rezende
Nasceu em Caeté, uma pequena cidade com vista a Serra da Piedade, de Minas Gerais, atualmente reside em Florianópolis, pois tomou posse do cargo de Professora Adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina vinculada a Letras/Libras desde agosto/2010. Também fez pela UFSC o Doutorado em Educação. Tem graduação em Pedagogia pelo Unicentro Newton Paiva, possui especialização em Psicopedagogia com Ênfase em Educação Especial pela PUC-MG, onde ela fez pesquisa-ação sobre o brincar das crianças e adolescentes surdos na escola de surdos. Iniciou suas atividades na área Educação de Surdos como professora na sala de recursos em APAE/Caeté-MG, bem como Instrutora de Libras para crianças surdas no Centro Verbo Tonal em Belo Horizonte. Também atuou no ensino de Libras para ouvintes nos cursos de extensão e licenciatura de Pedagogia com ênfase em Educação Especial na PUC-MG, bem como em vários cursos promovidos pela FENEIS-MG e CAS-MG. Trabalhou também como Supervisora Pedagógica na Escola Estadual Francisco Sales, em Belo Horizonte, a escola de surdos. Deixou este cargo quando foi nomeada para outro cargo público, de Analista da Educação atuante na Diretoria da Educação Especial da Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais, fez trabalhos com vistas a Política Educacional de Surdos de toda Minas Gerais, programou junto com a equipe pedagógica implantação e implementação do CAS-MG, exerceu este cargo por 3 anos e meio, o qual se licenciou para estudos em Santa Catarina e posteriormente exoneração pois já não tinha mais pretensão de voltar ao cargo. Hoje além do cargo público na UFSC, ela também é Diretora de Políticas Educacionais da FENEIS – Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos onde atua em defesa das Escolas Bilíngues para Surdos, onde as línguas de instrução sejam a Libras como primeira língua e Português como segunda língua na modalidade escrita.

Fonte: