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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Comemoração dos 11 anos da Lei da Libras na Escola Bilíngue Porto Velho

Hoje o dia foi de festa na Escola Bilíngue Porto Velho. 24 de abril, comemoração dos 11 anos da Lei da Libras. A Profª Ana Carolina Lovo ministrou uma palestra sobre a Lei nº 10.436/02 e falou sobre a importância do movimento surdo no Brasil e em Rondônia. Depois teve uma apresentação de teatro com os alunos do Letramento. Os atores surdos Pablo Brasil e Joana Alessandra fizeram algumas apresentações também. Agradeço a todos os servidores e alunos pela linda comemoração. Avante Povo Surdo!


Lei da Libras: Lei nº 10.436/2002


O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados.

Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - Libras a forma de comunicação e expressão, em que o sistema lingüístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.

Art. 2o Deve ser garantido, por parte do poder público em geral e empresas concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e difusão da Língua Brasileira de Sinais - Libras como meio de comunicação objetiva e de utilização corrente das comunidades surdas do Brasil.

Art. 3o As instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos de assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento adequado aos portadores de deficiência auditiva, de acordo com as normas legais em vigor.

Art. 4o O sistema educacional federal e os sistemas educacionais estaduais, municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação de Educação Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério, em seus níveis médio e superior, do ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, como parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, conforme legislação vigente.

Parágrafo único. A Língua Brasileira de Sinais - Libras não poderá substituir a modalidade escrita da língua portuguesa.

Art. 5o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 24 de abril de 2002; 181o da Independência e 114o da República.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Paulo Renato Souza



FESTA NA ESCOLA BILÍNGUE PORTO VELHO






























segunda-feira, 8 de abril de 2013

Livros "Libras em Estudo" para baixar em PDF


A Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos - FENEIS/SP está disponibilizando para download em PDF os livros abaixo: 






Libras em Estudo: Tradução e Interpretação
Autoras/Organizadoras: Neiva de Aquino Albres e Vânia de Aquino Albres Santiago
Ano de publicação: 2012





Libras em Estudo: Ensino-Aprendizagem
Autora: Neiva de Aquino Albres
Ano de publicação: 2012 





Libras em Estudo: Descrição e Análise
Autores/Organizadores: Neiva de Aquino Albres e André Nogueira Xavier
Ano de publicação: 2012



Para baixar os livros é só acessar o site da FENEIS-SP:
http://www.feneissp.org.br/downloadebook.php

Boa leitura!!!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Libras - LIBRAS - Língua de Sinais - Língua Brasileira de Sinais - Qual o termo correto?

Este texto, extraído do blog "Ministério com Surdos "Liberdade de Expressão" é bastante esclarecedor.

Eis o texto:

Em primeiro lugar, trata-se de uma língua e não de uma linguagem. Assim, ficam descartados os termos “linguagem de sinais” e “Linguagem Brasileira de Sinais”. De acordo com Fernando Capovilla, “Língua define um povo. Linguagem, um indivíduo. Assim, do mesmo modo como o povo brasileiro é definido por uma língua ou idioma em comum, o Português (que o distingue dos povos de todos os países com os quais o nosso faz fronteira), a comunidade surda brasileira é definida por uma língua em comum, a Língua de Sinais Brasileira. Assim, em Psicologia e Educação, quando falamos em desenvolvimento da linguagem (quer oral, escrita ou de sinais) e em distúrbios da linguagem (afasias, alexias, agrafias), estamos nos referindo ao nível do indivíduo”. (Capovilla, comunicação pessoal, em 8/6/01).

Em segundo lugar, o correto é “Língua de Sinais” porque se trata de uma língua viva e, portanto, a quantidade de sinais está em aberto, podendo ser acrescentados novos sinais. Quando se diz “língua dos sinais”, fica implícito que a quantidade de sinais já está fechada.

Em terceiro lugar, o nome correto é “Língua de Sinais Brasileira” (ou “Língua de sinais brasileira”), pois Língua Brasileira não existe. O termo “Língua de Sinais” constitui uma unidade vocabular, ou seja, funciona como se as três palavras (língua, de e sinais) fossem uma só. Então, adjetivamos cada “língua de sinais” existente no mundo. Língua de Sinais Brasileira, Língua de Sinais Americana, Língua de Sinais Mexicana, Língua de Sinais Francesa etc.

Conforme Fernando Capovilla, “Língua de Sinais é uma unidade, que se refere a uma modalidade lingüística quiroarticulatória-visual e não oroarticulatória-auditiva. Assim, há Língua de Sinais Brasileira (porque é a Língua de Sinais desenvolvida e empregada pela comunidade surda brasileira, há Língua de Sinais Americana, Francesa, Inglesa, e assim por diante. Não existe uma Língua Brasileira (de sinais ou falada). Além disso, a propósito, se traduzirmos American Sign Language obteremos Língua de Sinais Americana e não Língua Americana de Sinais”. (Capovilla, comunicação pessoal, em 8/6/01). 

Em quarto lugar, a sigla correta é “Libras” e não “LIBRAS” (ver explicação no próximo parágrafo). Quando foi divulgado o uso da sigla “LIBRAS”, explicava-se esta sigla da seguinte forma: LI de Língua, BRA de Brasileira, e S de Sinais. Com a grafia “Libras”, a sigla significa: Li de Língua de Sinais, e bras de Brasileira. 

De acordo com Fernando Capovilla, “o Dicionário de Libras (Capovilla & Raphael, 2001) adotou a norma do Português, segundo a qual se uma sigla for pronunciável como se fosse uma palavra (Fapesp, Feneis) ela deve ser escrita com apenas a inicial maiúscula; e se ela não for pronunciável como uma palavra, mas apenas como uma série de letras (CNPq, BNDES), ela deve ser escrita em maiúsculas. Por isso, o Dicionário de Libras de Capovilla e Raphael (2001) escreve Libras e Feneis com apenas as iniciais maiúsculas, como deve ser em bom Português. Libras é um termo consagrado pela comunidade surda brasileira, e com o qual ela se identifica. Ele é consagrado pela tradição e é extremamente querido por ela. A manutenção deste termo indica nosso profundo respeito para com as tradições deste povo a quem desejamos ajudar e promover, tanto por razões humanitárias quanto de consciência social e cidadania. Finalmente, quando se trata de publicação menos técnica em Português, recomendo o uso de Libras. Como é um termo curto, prescinde de abreviatura. Além disso, tem forte apelo emocional para os leitores surdos que, então, saberão que estamos nos referindo à língua deles. E como temos profundo respeito pela comunidade surda brasileira e pela sua língua, o mínimo que nós, ouvintes, podemos e devemos fazer é usar o mesmo termo que essa comunidade usa quando se refere à sua língua em nossa língua, o Português. Além disso, é uma forma de procurar engajar o leitor surdo em tudo o que se refere à sua língua para que ele possa participar ativamente” (Capovilla, comunicação pessoal, em 8/6/01).

terça-feira, 2 de abril de 2013

Dia de Conscientização do Autismo em Porto Velho

Hoje, 02 de abril, o dia foi de fortes emoções e muito aprendizado. Teve um encontro na FATEC, reunindo paIs, profissionais das mais diversas áreas e alunos autistas, para discutir sobre o tema AUTISMO. Parabéns à equipe da AMA - RO pelo lindo trabalho. 






















O que é Autismo?


Texto de Drauzio Varella
Reproduzido na íntegra

AUTISMO
Autismo é um transtorno global do desenvolvimento marcado por três características fundamentais:
* Inabilidade para interagir socialmente;
* Dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos;
* Padrão de comportamento restritivo e repetitivo.
O grau de comprometimento é de intensidade variável: vai desde quadros mais leves, como a síndrome de Asperger (na qual não há comprometimento da fala e da inteligência), até formas graves em que o paciente se mostra incapaz de manter qualquer tipo de contato interpessoal e é portador de comportamento agressivo e retardo mental.
Os estudos iniciais consideravam o transtorno resultado de dinâmica familiar problemática e de condições de ordem psicológica alteradas, hipótese que se mostrou improcedente. A tendência atual é admitir a existência de múltiplas causas para o autismo, entre eles, fatores genéticos e biológicos.
Sintomas
O autismo acomete pessoas de todas as classes sociais e etnias, mais os meninos do que as meninas. Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. O mais comum é os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos. De acordo com o quadro clínico, eles podem ser divididos em 3 grupos:
1) ausência completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental;
2) o portador é voltado para si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas nem com o ambiente; consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação (chega a repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da compreensão;
3) domínio da linguagem, inteligência normal ou até superior, menor dificuldade de interação social que permite aos portadores levar vida próxima do normal.
Na adolescência e vida adulta, as manifestações do autismo dependem de como as pessoas conseguiram aprender as regras sociais e desenvolver comportamentos que favoreceram sua adaptação e auto-suficiência.
Diagnóstico
O diagnóstico é essencialmente clínico. Leva em conta o comprometimento e o histórico do paciente e norteia-se pelos critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS).
Tratamento
Até o momento, autismo é um distúrbio crônico, mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe multidisciplinar.
Não existe tratamento padrão que possa ser utilizado. Cada paciente exige acompanhamento individual, de acordo com suas necessidades e deficiências. Alguns podem beneficiar-se com o uso de medicamentos, especialmente quando existem co-morbidades associadas.
Recomendações
* Ter em casa uma pessoa com formas graves de autismo pode representar um fator de desequilíbrio para toda a família. Por isso, todos os envolvidos precisam de atendimento e orientação especializados;
* É fundamental descobrir um meio ou técnica, não importam quais, que possibilitem estabelecer algum tipo de comunicação com o autista;
* Autistas têm dificuldade de lidar com mudanças, por menores que sejam; por isso é importante manter o seu mundo organizado e dentro da rotina;
* Apesar de a tendência atual ser a inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares, as limitações que o distúrbio provoca devem ser respeitadas. Há casos em que o melhor é procurar uma instituição que ofereça atendimento mais individualizado;
* Autistas de bom rendimento podem apresentar desempenho em determinadas áreas do conhecimento com características de genialidade.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Páscoa é... Recomeçar!

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"Aprendi com as primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira".

                    Cecília Meireles



Falar de Páscoa sem reverenciar o ovo, o coelhinho e o chocolate talvez pareça estranho. Bem como estranho também possa parecer não falar da Páscoa no sentido cristão. Mas me proponho aqui a falar da páscoa no sentido que ela representa para mim. Páscoa, palavra que vem do hebraico pessach, significa passagem. Simbolicamente, este termo representa muita coisa: transformação, mudança, recomeço. E é neste contexto que quero refletir.

Recomeçar é termos a esperança de que podemos continuar. De que, apesar dos erros e dos percalços, podemos continuar. 

Recomeçar é termos a certeza que o sol vai brilhar amanhã e que se hoje eu não fui feliz, amanhã, quem sabe, tudo pode ser diferente. 

Recomeçar é ter a chance de se arrepender de algo que fez e que sabe que não deveria ter feito. O arrependimento é para os sábios.

Recomeçar é pedir perdão, se assim seu coração desejar. É difícil, às vezes, fazer ecoar a palavra: "Me perdoa?". Mas, o bem que isso faz ao seu coração é imensurável, vale à pena correr o risco. 

Recomeçar é reconhecer que não vivemos sozinhos, que precisamos uns dos outros. Viver em comunhão é alívio para a alma.

Recomeçar é querer fazer o bem e sentir prazer nisso, mesmo que em troca receba apenas um sorriso. 

Recomeçar é amar, acima de tudo, Nosso Deus querido e deixá-lo tocar seu coração. Confiai, pois as bençãos virão em abundância.

Creia, ore, reze, mas se permita RECOMEÇAR.

Desejo a todos os amigos uma Páscoa abençoada e que Deus, nosso Pai Amado, guarde e projeta vossas famílias. 

Com muito carinho,

Lene Reis

Imagem: cmespirito.blogspot.com
Texto: Lene Reis






2º Encontro de Famílias Bilíngues e Amigos de Surdos de Mato Grosso do Sul






Campanha de Conscientização do Autismo em Porto Velho


quinta-feira, 21 de março de 2013

Local do Seminário com Nilton Câmara


Atenção! O Seminário "A Linguística e a Língua Brasileira de Sinais - Libras", com Nilton Câmara acontecerá nos dias 23 e 24 de março, no Auditório do Colégio Tiradentes, sito à Av. Imigrantes com Av. Rio Madeira, em Porto Velho - RO.

sábado, 2 de março de 2013